Saturday, 13 June 2009

Download – Eduardo Dias

Baixe aqui o álbum "Carinho Nativo"
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Baixe aqui o álbum "O Canto Obidense"
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Tel: (91) 242.9005.

Maria Lidia (Biografia)


Maria Lídia (nascida em Santarém) é uma compositora e cantora popular brasileira.

Sua paixão pela música a levou ao estudo de piano clássico em sua cidade natal. Autodidata no aprendizado de violão popular, passou a tocar e cantar profissionalmente no início da década de oitenta em Belém do Pará, trocando, assim, o seu curso de medicina veterinária pela música.

Em 1984, acompanhada pela Banda Novotempo, gravou o compacto simples “CARNAVAL 84”, lançando-se como compositora. Dois anos depois retorna a Santarém. Divulgou seu trabalho musical pela região do Baixo-Amazonas, ao lado do tecladista Paulinho e do percussionista Fernando, durante quatro anos.

Em 1990 volta a residir e atuar profissionalmente em Belém. Produziu o LP “POR TUDO E TANTO”, com oito composições suas (duas parcerias) e uma composição do paraense Ronaldo Silva denominada “Merengue latino” que lhe proporcionou bastante sucesso no Norte, em outras regiões do Brasil e até em alguns países da América do Sul e Europa.

Em 1993 lançou o LP “CORAÇÃO LEVIANO”, com seis faixas assinadas por ela e duas por outros autores regionais.

Em 1995 participou da gravação do CD “FESTA DE BOI NO CÉU” – Grupo Urubu do Ver-O-Peso, como compositora, intérprete, arranjadora e instrumentista, ao lado de grandes artistas regionais. Participou da gravação ao vivo de um CD sobre a obra do santareno Wilson Fonseca, através do “PROJETO UIRAPURU V.1 – WILSON FONSECA” da SECULT – Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará.

Em 1996 lançou o CD “MARIA LIDIA”, coletânea de suas composições e interpretações. Em 1997 participou do espetáculo musical “TRAZENDO CHE NO CORAÇÃO”, realizado pela SECULT – Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará, no Theatro da Paz. Tal espetáculo resultou na gravação de um CD (ao vivo) com nome homônimo, onde interpretou a composição “No coração da Latino-América”, acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz – OSTP (o CD foi lançado somente em 1999, no Memorial da América Latina – São Paulo/SP).




Em 1998 idealizou, produziu e participou, como compositora, intérprete e arranjadora, do Projeto/CD “MADE IN PARÁ”, coletânea de composições paraenses, patrocinado pela ALBRAS – Alumínio Brasileiro S/A.

Em 1999 produziu o CD “MINHA TRIBO” do cantor e compositor campomaiorense (PI) Nato Aguiar. Além da produção e direção musical, ela também foi responsável por quase todos os arranjos. Participou do Show “MULHERES” ao lado das intérpretes paraenses Albinha, Andréa Pinheiro, Dayse Addário, Jacely Duarte, Lucinnha Bastos, Rutinha Neves e Simone Almeida.

No ano seguinte produziu, dirigiu e elaborou arranjos para o CD “PROJETO UIRAPURU V.7 – MARIA LIDIA” (com quatorze faixas), lançado através do selo oficial da SECULT – Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará. Produziu e dirigiu o CD “DESVELO”, do cantor e compositor Fabrício dos Anjos, no qual assinou diversos arranjos e a composição “Mãe Maria”.

Em 2001 participou de “MULHER E AMADA” e “ENCANTOS DE BELÉM”, dois espetáculos musicais temáticos apresentados em teatros e clubes de Belém. Em 2002 produziu o CD “OLIVAR BARRETO” do intérprete paraense Olivar Barreto. Além da produção musical, assinou dois arranjos e a composição “Ícones – O criador e a criatura”. Realizou o Show “VOZES DE MARIA”, com um repertório exclusivo de suas composições interpretadas por Leila Chavantes, Olivar Barreto e Valéria Oliveira, além dela própria. Participou como compositora (duas faixas) e intérprete da gravação do CD “QUINTA CULTURAL DO BANCO DA AMAZÔNIA” e do espetáculo “LÁGRIMAS DE RISOS – O PRIMEIRO BESTEIROL MUSICAL GENUINAMENTE PARAENSE” ao lado de Adilson Alcântara e Júlio Freitas.

Em 2003 produziu e dirigiu o CD “FURTA-COR” do intérprete Júlio Freitas, assinando a composição “Furta-cor”, também produziu e participou do espetáculo “POR CAUSA DA MULHER”, em comemoração ao dia internacional da mulher, ao lado das intérpretes Jeanne Darwich, Leila Chavantes e Lia Sophia e participou do show “RODA DE SAMBA” ao lado de Helinho, Pedrinho Cavalléro, Théo – O Pérola Negra e de grandes músicos do movimento de samba de raiz paraense. Além de lançar o CD “CANÇÕES DE MARIA LIDIA”, coletânea com dezoito composições suas, patrocinado pelo BANCO DA AMAZÔNIA. O show de lançamento teve a honrosa participação de Adilson Alcântara, Andréa Pinheiro, Bob Freitas & Nêgo Nélson, Eloy Iglesias, Fabrício, Iza Felipe, Júlio Freitas, Karina Ninni, Leila Chavantes, Lia Sophia, Lucinnha Bastos, Nilson Chaves, Paulo André Barata, Pedrinho Cavalléro, Simone Almeida e Walter Bandeira. Coordenou o lançamento do Projeto/CD “MADE IN PARÁ II”, idealizado e produzido por ela e novamente patrocinado pela ALBRAS – Alumínio Brasileiro S/A.



Em 2004 produziu o CD “ALMA BRASILEIRA” do compositor e cantor Fabrício dos Anjos, apresentou-se no Tijuca Tênis Clube do Rio de Janeiro, como convidada do Projeto “QUINTA CULTURAL DO BANCO DA AMAZÔNIA” daquela capital. Iniciou a produção do seu CD “ÍCONES”.

Em 2005 co-produziu o CD “PELO RETROVISOR”, da cantora Karina Ninni. Produziu e dirigiu o CD “CANCÃO MÁGICA” da cantora Leila Chavantes, onde assinou dois arranjos e duas composições. Participou do espetáculo “LÁGRIMAS DE AMOR – O SEGUNDO BESTEIROL MUSICAL GENUINAMENTE PARAENSE”, ao lado de Adilson Alcântara e Júlio Freitas.

Atualmente Maria Lidia encontra-se empenhada na produção/direção musical do segundo Projeto/CD “QUINTA CULTURAL DO BANCO DA AMAZÔNIA”, coletânea que reúne quarenta e cinco intérpretes de todo o Brasil. Além do trabalho em estúdio, Maria Lidia continua atuando em teatros, clubes, bares e praças da capital, do interior do estado e Brasil afora.

Furta Cor (Maria Lidia)


Furta-cor
Maria Lídia
Composição: Maria Lídia
Se céu e mar não fossem azuis,
Se brancos fossem os blues,
Se jesus cristo fosse preto,
Se prata fossem os velhos urubus

Pudesse ver o mato, em vez de verde,
De outra cor, outra cor,
Marinha rôxa, veia frouxa
A conduzir meu sangue incolor

Se a lágrima fosse cor-de-rosa,
Se a rosa tivesse a cor do anil,
Se a bandeira do brasil
Desfraldasse em vermelho,
Se um espelho refletisse
Devaneios em lilás,
Eu seria, então, capaz
Entender o teu amor
Furta-cor...

Babico por Eduardo Serique

Babico*

Como se fosse um deus pagão,

Filho de Ogum ou Iansã

Sentava na beira do cais

No olhar o brilho das manhãs

Pescar é arte que ninguém

Conhece mais que seu arpão.

Companheiro do tucuxi

Nadava mais que o apirá

Fazia do peixe seu pão

Iara foi sua mulher

Trapiche velho era o seu lar

E o Tapajós o seu quintal.

Nada-que-nada, que a água é mãe do chão

Pesca-que-pesca, que vida outra é vâ.

Filho de são Sebastião,

Não tinha santo protetor

Sua alma inda vaga no rio

E quem quiser testemunhar

Sua fama de pescador

As caratingas contarão.

Catauari@ig.com.br

*Pescador Santareno e provedor de isca pra muito gente


Canto de Varzea – Eduardo Dias

A AMAZONIA DESNUDADA
NO CANTO DE EDUARDO DIAS
Por Avelino do Vale

SE QUERES SER UNIVERSAL, CANTA A TUA ALDEIA   Leon Tolstoi.

É com essa epígrafe que o premiado jornalista Ronaldo Brasiliense inicia a apresentação do novo disco do cantor-poeta Eduardo Dias, para discorrer sob a importância da sua obra no cenário musical da Amazônia brasileira. O disco, intitulado “Canto de Várzea” se reporta ao movimento musical ocorrido nos anos 80 na cidade de Santarém/Pa, numa forma de homenagear os cantadores do baixo-médio-amazonas paraense, onde ponteia os nomes de compositores como Beto Paixão, Samuel Lima, João Otaviano Matos, Everaldo Filho, Otacílio Amaral, entre outros.
                    O disco traz músicas inéditas de Eduardo, algumas já experimentadas e premiadas em festivais como o FECAM de Marabá, e o Festival de Ourém, considerando que o compositor já estava há cinco anos sem gravar, (seu último lançamento foi uma coletânea em 2004, “sabiás&rouxinóis”, que reúne várias de suas composições na voz de outros artistas).
                    Vencedor do último Festival de Carimbó realizado na cidade de  Marapanim, ano passado, o Canto de Várzea será o sétimo CD na carreira desse artista que vem lá do estreito de Óbidos, e trilha nos palcos desde 1984, gravando e participando dos Festivais de Música universitária, por esse Brasil afora. Como poeta, tem 06 livros publicados, sendo que o último, “cantares e desencantos”, ganhou menção honrosa no último concurso literário realizado pela Fumbel, ainda inédito.


                O disco foi gravado no estúdio EMA, e mixado no estúdio Brilho Record, em janeiro deste ano, por Edson Lima,  e traz duas participações empecias: o cantor Marhco Monteiro, na faixa a cor do amar, e Allan Carvalho, do grupo Quaderna, na toada oriunda do folclore obidense, estrela do rio madeira.
                   Nesse trabalho, o artista conseguiu reunir um número expressivo de músicos, onde desponta o Banjo do seu conterrâneo José Félix, do grupo Curimbó de Bolso, passando pela guitarra de Beto Meireles, a Marcelo Pyrull, do Arraial do Pavulagem.   Silene Trópico (que assina alguns arranjos) e Yury Guedelha, tocam flauta transversal, Arthur Alves, violoncelo, Neizinho Rocha o Contrabaixo, Jr (ex-banda calipson) a bateria, Anderson, os teclados, Alcides Alexandre, Nazareno Silva, Paulo Bandeira, a percussão. Pádua o violino, os sopros de sax por conta de Kleber Tavares e Manezinho do Sax, Chiquinho no Acordeon, nos vocais, Suzane&Simone, Rolando Adegas, e Bena. Junto com Eduardo que toca o violão, assinam também os arranjos, Mendes, Arthur Alves, e Calibre. 

          Segundo  Ronaldo Brasiliense, que apresenta o disco, diz que, O Eduardo Dias, de “Canto de Várzea”, exibe a maturidade que se conquista com os anos de estrada. Os batuques, louvados em “Capitoa do Mar”, Carimbó da Louvação e o pai d´égua “Pra quem vai embora” dispensam comentários: Eduardo valoriza as expressões que compõem essa maravilha de cenário que é a Amazônia, a aldeia universal, com suas tradições, seu folclore, sua cultura, suas lendas, seus encantos. Viaja na “Rota do Merengue”, com sua letra engajada, combativa; desfila “O amor e a paixão”, num forró que convida ao arrasta-pé; percorre os caminhos das lendas amazônicas, em “Boto Moço”, nos versos de Chico Malta; discorre sobre a “Alma Cabocla”, em parceria com Raimundo Alfaia, sem esquecer o “Amor de índio”, do santareno Beto Paixão. Viaja também na “Estrela do rio Madeira” e, amazônico, reencontre as origens “Nos tum-tum do tambor”.

O Disco que tem apoio cultural do Banco da Amazônia